quinta-feira, 31 de março de 2011

Provocações

"Já se quis ver no aparecimento do universitário medieval a origem do 'intelectual' no sentido moderno da palavra. É verdade que as universidades medievais deram a seus membros status pessoal, condições materiais e psicológicas de trabalho, sociabilidade, práticas quase profissionais que os tornavam um grupo específico, rompendo com as estruturas sociais antigas, caracterizadas, antes de tudo, por sua relação com a cultura erudita e com o ensino, e, podemos pensar, por um certo gosto desinteressado pelo saber tanto quanto pela consciência de sua utilidade social. Porém, ao mesmo tempo, os universitários continuavam a ser 'clérigos': muitos viviam de rendimentos eclesiáticos e não de uma remuneração específica por seu trabalho intelectual. Sua liberdade de pensamento chocava-se com intangíveis imposições de ortodoxias religiosas e políticas" ( Jacques Verger).

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vídeos sobre Sócrates, Platão e Aristóteles

Na aula passada (24/03), o aluno Gustavo indicou alguns vídeos sobre Sócrates,Platão e Aristóteles. Quem quiser assistir, acesse pelos links:

Sócrates

http://www.youtube.com/watch?v=mQiQqPsQ4Bs&playnext=1&list=PL129944938FFB0E35

Platão

http://www.youtube.com/watch?v=bK09eEvzpCY&playnext=1&list=PL129944938FFB0E35

Aristóteles

http://www.youtube.com/watch?v=8uru60xR54w&feature=relmfu
Sócrates

http://www.youtube.com/watch?v=mQiQqPsQ4Bs&playnext=1&list=PL129944938FFB0E35

Platão

http://www.youtube.com/watch?v=bK09eEvzpCY&playnext=1&list=PL129944938FFB0E35

Aristóteles

http://www.youtube.com/watch?v=8uru60xR54w&feature=relmfu

quinta-feira, 24 de março de 2011

Provocações

Assim, após longas reflexões, análises me levaram a concluir que a sabedoria sem eloquência é pouco útil para os Estados, mas que a eloquência sem sabedoria é quase prejudicial e nunca é útil (Cicero, A invenção da retórica).

sábado, 19 de março de 2011

Questões discutidas na aula passada (17/03/2011)

Atendendo a solicitação dos alunos postamos as questões discutidas na aula do dia 17/03/2011 durante a atividade proposta pela professora Renata Simões após a exibição do filme "Em nome de Deus".

1. Que traços marcam a nova paisagem intelectual na virada do século XII para o século XIII?

2. Que mudanças sociais geram a mudança intelectual no período?

3. Que novos papéis sociais passam a ocupar os novos intelectuais?

4. Que “comportamentos críticos” no mundo medieval expressa o intelectual selecionado pelo autor, o Abelardo?

5. Na Idade Média, como podem se compreendidos os intelectuais orgânicos e os intelectuais autorizados?

6. O que definia o novo trabalho intelectual? De que materiais se utilizavam e a que técnicas recorriam os intelectuais dos séculos XII e XIII?

7. Como se definiram os papéis da Espanha, Itália e França no Renascimento? No desempenho desses papéis, o que diferem os dois primeiros países do terceiro? De onde advém o conhecimento que eclode e se dissemina nesses locais?

8. O que faziam os tradutores?

9. Quem eram os Goliardos? O que criticavam veemente?

10. O que criticava a literatura goliárdica? E como realizava essa crítica?

11. O que os goliardos legaram para os séculos seguintes?

12. Quem era Abelardo e o que combatia? O que deixou de herança intelectual?

segunda-feira, 14 de março de 2011

IX Semana de Estudos Clássicos

Pessoal

O professor Marcos Sidnei Pagotto-Euzebio me pediu para divulgar a realização da IX Semana de Estudos Clássicos na FEUSP, de 2 a 6 de maio. Solicitou-me ainda que incentivasse vocês a participarem do exercício cênico que será apresentado no dia 06 de maio, sexta. A ideia é que as turmas do primeiro ano, noturno, encenem a Lisistrata, de Aristófanes. Os ensaios começaram semana passada, mas ainda há possibilidade de se inscrever na atividade.
Um beijo
Diana

sábado, 12 de março de 2011

Distribuição dos Seminários



  • 31/03/2011
Grupo 1 - Bernardo de Claraval. Sermão sobre o conhecimento e a ignorância.
INTEGRANTES:
Ana Claudia
Ana Roseno
Cristiane S. Braga
Fernanda Elisa Pansica
Mônica Cabral Oliveira
Simone B. Souza
Sthefane Lara Santana
Simone B. Souza


Grupo 2 - Thomas Morus, A utopia, livro I.
INTEGRANTES:
Fernando Oliveira da Silva
Gustavo Tacito Oshiro Ceregatti
Sérgio Navarro


  • 07/04/2011
Grupo 3 - Aristóteles, A poética.
INTEGRANTES:
Érika de Araújo Prudente
Cíntia Bonavina de Novaes
Giovanna C. Barroso



Grupo 4 - Platão, A república, Livro VII.
INTEGRANTES:
Barbara Donatangelo
Bárbara Pino
Beatriz Damiani
Giovana Sousa
Giuliana Fonseca
Jussara Bragiato
Micaelle Garcia
Priscila Kemelin

  • 14/04/2011
Grupo 5 - Plutarco, A vida de Péricles.
INTEGRANTES:
Adriano Alves
Chindalena Barbosa
Eunice Silva de Souza
Maísa C. da Silva


Grupo 6 - Cícero, Diálogo sobre a amizade.
INTEGRANTES:
Ana Paula H. Watari
Giulia Perini
Juliana Tomaz de Almeida
Natalino

  • 12/05/2011
Grupo 7 - O Dúlcilio de Rosvita, cômico teatral do século X
INTEGRANTES:
Ana Terra
Dimitrius Borba
Fagner Abreu
Glauce Fuzo
Lara Bissoli
Lúcio Araújo
Marcela Toledo
Mônica Cristine


Grupo 8 - O mistério de Adão, anônimo do séc. XII.
INTEGRANTES:
Camila Dantas
Isabel Zorairch
Katielly Mesquita de Melo
Luisa Freitas
Mariana Manfrin
Marina Melo
Ruthe Araújo

  • 26/05/2011
Grupos 9 - LADURIE, E.L.R. As infâncias Platter: Thomas. In: _____. O mendigo e o professor: a saga da família Platter no séc.XVI. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 29-81
INTEGRANTES:
Adriana Ferreira Ramos Aragão
Alexandra Viana
Elisa Vieira
Luciano João de Sousa
Marcelo Rito
Renata Fernandez Targino


Grupo 10 - ERASMO DE ROTERDAM. A civilidade pueril. In: _____ De pueris (dos meninos) Civilidade pueril. São Paulo: Escala, s/d, p; 123-158.)
INTEGRANTES:
Adriana Selestina Pereira
Ana Carolina
Ernesto
Fernanda Forato
Isadora Mellado
Jackeline Ferreira Vagliengo
Jaqueline
Luciano Macedo Silveira
Vanessa Guimarães Ramos


quarta-feira, 9 de março de 2011

Provocações

Platão, de certo modo, propôs as questões fundamentais do conhecimento teórico, como a do uno e do múltiplo, do ser e do parecer, conhecimento comum e científico, do bem e do justo, dos possíveis métodos de investigação, da possibilidade ou impossibilidade da educação, etc. Essas questões, desdobradas em outras novas e desafiadoras, perduram até hoje como pressupostos da racionalidade teórica (Jayme Paviani, p. 26-27).


Temos a tendência, desde os bancos escolares, de pensar a História Antiga como parte essencial da história do mundo, como uma de suas etapas em direção ao presente. Trata-se, contudo, de um efeito ilusionista produzido pela necessidade que a Europa sentiu, sobretudo a partir do século XIX, de definir o Ocidente em sua relação com o resto do mundo, traçando suas origens na tradição literária do mundo grego-romano e projetando-a, no presente, como berço da civilização humana. É uma armadilha ideológica difícil de evitar (Norberto Luiz Guarinello, p. 30-31).

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cronograma da disciplina

Fevereiro
24 (Aula 1) - Apresentação dos alunos, dos monitores e professora. Semana de calouros.

Março
03 (Aula 2) – Atividade de sensibilização.
1) Trabalho individual e discussão em grupo: O que é História da Educação? Qual seu interesse para a formação de educadores? Qual sua importância como campo epistemológico?
2) Leitura e discussão em grupo do texto: BARROS, A. Martins. O tempo com temporalidade, episteme e sociabilidade. In: _____. Breves notas ao ensino de História da educação. Rio de Janeiro: e-papers, 2003, p. 29-38.
3) Retomada das sínteses produzidas no item 1 em grupo e socialização para classe.

Unidade I: Do filósofo ao humanista

10 (Aula 3) – Apresentação da proposta e programação do curso. Formas de avaliação. Distribuição dos Seminários.
Tema: A polis grega e o lugar do filósofo. Sócrates e a maiêutica. Atividade: Discussão de texto em sala de aula: PAVIANI, J. Textos de Platão selecionados. In: _____. Platão e a educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. p. 109-118.
Leitura indicada: GUARINELLO, N.L. Cidades-estado na Antiguidade Clássica. In: PINSKY, J. & PINSKY, C.B. (orgs.) História da cidadania. São Paulo: Contexto, 2003, p. 29-47.

17 (Aula 4) - Atividade: Filme: Em nome de Deus. Coordenação da atividade: Renata Simões. Leitura indicada: Le Goff, J. O século XII. Nascimento dos intelectuais. In: _____. Os intelectuais na Idade Média. São Paulo: Brasilense, 1988, p. 20-58.

24 (Aula 5) – Tema: A oratória e a eloqüência. Atividade: Discussão de texto em sala de aula: PEREIRA, Maria Helena. Educação romana até o final da República. O valor da Eloqüência. In: _____. Estudos de história da cultura clássica. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2009, p. 196-208.

31 (Aula 6) – Tema: A universidade: medievo e renascimento. Leitura indicada: LE GOFF, J. Do universitário ao humanista. In: _____. Os intelectuais na Idade Média. São Paulo: Brasilense, 1988, p. 95-123. Seminários: Grupos 1 e 2. (Bernardo de Claraval. Sermão sobre o conhecimento e a ignorância + Thomas Morus, A utopia, livro I).

Unidade II: A educação e seus sujeitos
Abril
07 (Aula 7) – Tema: Grécia Antiga. Seminários: Grupos 3 e 4. (Aristóteles, A poética. Platão, A república, Livro VII).
Leitura indicada: CAMBIANO, G. Tornar-se homem. In: VERNANT, J-P. O homem grego. Lisboa: Editorial Presença, 1994, p. 75-102.
REDFIELD, J. O homem e a vida doméstica. In: VERNANT, J-P.O homem grego. Lisboa: Editorial Presença, 1994, p.145-172.

14 (Aula 8) – Tema. Roma. Seminários: Grupos 5 e 6. (Plutarco, A vida de Péricles. + Cícero, Diálogo sobre a amizade)
Leitura indicada: VEYNE, P. Do ventre materno ao testamento. In: ARIES, P. e DUBY, G. História da vida privada. Vol 1. São Paulo, Cia. das Letras, 1991, p. 23-43.

21 – Semana Santa – sem aulas

28 (Aula 9) – Tema: O corpo e a sexualidade. Seminário Pós-Doc – Renata Simões. (Reunião CNPq Brasília)

Maio
05 (Aula 10) – IX Semana de Estudos Clássicos da FEUSP. Tema “Eros e Paidéia”. Tema: Amor e casamento.

12 (Aula 11) – Tema: A mulher na idade média. Seminários: Grupos 7 e 8. (O Dúlcilio de Rosvita, cômico teatral do século X + O mistério de Adão, anônimo do séc. XII).
Leitura indicada: MACEDO, J.R. A esposa, a mãe e a viúva. In: _____ A mulher na idade média. São Paulo: Contexto, 1990, p. 9-24.

19 – VI CBHE – sem aulas

26 (Aula 12) - Tema: Infância: de Esopo a La Fontaigne. Estratégia: pequenos grupos de discussão. Coordenação da atividade: Ana Claudia Berto e Fernanda Franchini. Seminários: Grupos 9 e 10 (Texto: LADURIE, E.L.R. As infâncias Platter: Thomas. In: _____. O mendigo e o professor: a saga da família Platter no séc.XVI. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p. 29-81 + ERASMO DE ROTERDAM. A civilidade pueril. In: _____ De pueris (dos meninos) Civilidade pueril. São Paulo: Escala, s/d, p; 123-158.)
Leitura indicada: KUHLMANN JR., Moysés e FERNANDES, Rogério. Notas sobre a história da infância. In: FARIA FILHO, L. (org). A infância e sua educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2004, p. 15-34.

Unidade III: O livro e a biblioteca
Junho
02 (Aula 13) -. Tema: A biblioteca como depositária do saber. Atividade de sensibilização: BORGES, Jorge Luis. A biblioteca de Babel. In: _____ Obras completas, vol. 1. Rio de Janeiro: Editora Globo, 1998, p. 516-538. Leitura indicada: PEREIRA, Maria Helena. Outros modos de difusão da cultura: bibliotecas e leituras públicas. In: _____. Estudos de história da cultura clássica. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2009, p. 209-216.

09 (Aula 14) - Tema: O livro e a escrita: materialidades. Atividade: Discussão de texto: PAIVA, Ana Paula Mathias de. Formas primárias do registro e expressão. In: _____ A aventura do livro experimental. Belo Horizonte/ São Paulo: Autêntica/Edusp, p. 15 a 63. Estratégia: pequenos grupos de discussão.

16 (Aula 15) – Atividade: Filme: O nome da Rosa. Leitura indicada: VERGER, J. Os livros. In: _____. Homens e saber na Idade Média. Bauru: EDUSC, 1999, p. 111-134. Avaliação da disciplina – entrega de prova escrita (realizada em casa com consulta).

23 - Feriado - Corpus Christi



Sites a consultar:
http://www.paideuma.net/
http://www.consciencia.org/